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Green Imperative Project é aprovado pelo governo nigeriano




27 - julho - 2020

O projeto executado pela FGV Europe e parceiros promove a mecanização do campo na Nigéria por meio de parceria com o Brasil

O Conselho Executivo Federal da Nigéria (FEC) aprovou o financiamento de 1,2 bilhão de dólares para a mecanização da agricultura por meio do Green Imperative Project – G.I.P. O Projeto faz parte do programa bilateral de desenvolvimento Nigéria-Brasil e é promovido pela FGV Europe em parceria com várias instituições.

O objetivo do programa é oferecer suporte para que a Nigéria se torne um centro de produção sustentável de alimentos em quantidade e qualidade para abastecer o mercado doméstico e o regional. Sabo Nanono, ministro da agricultura e do desenvolvimento rural do país diz que a mecanização planejada da agricultura pode abranger 632
governos locais. 

As estimativas são de que o G.I.P movimente também o setor de máquinas e equipamentos brasileiro. Isto porque a injeção financeira realizada pelo governo nigeriano implica em promovera aquisição dos equipamentos para a mecanização do campo por intermédio da parceria com o Brasil. A contrapartida fica por conta da capacitação dos trabalhadores africanos para operação e desenvolvimento das solução que utilizarão em suas terras.

O Projeto

O Green Imperative Project será executado em fases e visa atender ao modelo de negócio formulado pela FGV Europe. A garantia para o Projeto será oferecida por um conjunto de seguradoras liderado pelo Banco Islâmico. O Projeto prevê a construção de 774 centros de serviço, dos quais 632 vão atender à mecanização e, à otimização da produção primária: preparação do solo, plantação, colheita, melhora de sementes e aplicação de herbicidas e pesticidas. Outros 142 centros de produção serão destinados ao processamento e beneficiamento agrícola: melhora no tempo de prateleira dos produtos beneficiados, substituição de alimentos importados por alimentos produzidos localmente, redução do desperdício nos processos produtivos e padronização dos alimentos.

Capacitação

Como importante elemento do Programa está a transferência de tecnologia agropecuária e de processamento à produção nigeriana. A fase de capacitação da mão de obra atenderá as áreas de colheita e pastagem, mecanização, manutenção, montagem, processos agrícolas e de empreendedorismo. 

Este pacote de tecnologia brasileira será oferecido por intermédio de um centro de tecnologia, e nesta primeira fase o projeto deverá ter a duração de 2 anos. O centro será o responsável por organizar a assistência técnica, o treinamento e a capacitação junto às empresas, além de receber os técnicos nigerianos para a capacitação.

O centro organizará as demandas com os fornecedores de acordo com o cronograma de implantação. Cabe reforçar, entretanto, que não haverá intermediários no processo
de compras.

Ainda sobre a seleção de fornecedores, o processo contará com três fases:

1. Registro das empresas fabricantes, feito pelo site do projeto. Não está prevista a participação de trading companies para consolidações das cargas;

2. Pré-seleção das empresas fabricantes. Nesta fase, serão consideradas características como a capacidade de produção da empresa, índice de nacionalização do produto, cartas de referência, certificações ISO, capacidade de assistência técnica no Brasil e no exterior, dados de exportação com volumes comprovados, frequência de exportação, produtos exportados, documentos constitutivos da empresa, qualificação econômico-financeira;

3. Escolha das empresas e lista final de produtos. Nesta
fase, serão consideradas as variáveis quantitativas e
qualitativas, e nela se definirão os fornecedores prioritários
da primeira tranche.

Serão qualificadas para a seleção final as empresas que tiverem:

I. qualidade; produtos que respondam às necessidades da Nigéria; comprovação de exportação; atividade de exportação frequente; número de países africanos para o qual já exportou; porcentagem significativa do produto que poderia ser montado em território nigeriano; 

II. técnicos com experiências internacionais, plano de capacitação a ser considerado junto com a exportação das máquinas e equipamentos (dependendo do produto, serão duas etapas de treinamento, uma no Brasil e outra na Nigéria); proposta comercial com preço e tempo de entrega;

III. assinatura do contrato de fornecimento e de contrato
de compliance.

A respeito dos produtos, máquinas e equipamentos requeridos pelo G.I.P, o representante do Ministério da Agricultura da Nigéria, Sr. Abdulahi, reforçou a necessidade de que os fabricantes não apenas apresentassem os melhores preços, mas também um histórico comprovado da capacidade industrial, dos serviços pós-venda e capacidade de apoio na Nigéria, por meio de representantes ou de funcionários locais.