Brazil Machinery Solutions

Fabricante vai produzir até 25 mil válvulas para a confecção de respiradores




29 - abril - 2020

A empresa Thermoval adequa sua linha de produção para ajudar no combate ao coronavírus

Ventiladores pulmonares são, atualmente, a maior demanda de todos os países que sofrem com o aumento de casos do coronavírus no mundo. O Brasil é um deles. Diante desse cenário, a empresa Thermoval, participante do Programa Brazil Machinery Solutions (BMS) — parceria entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) — está adequando a sua linha de fabricação para ajudar na produção dos equipamentos essenciais no combate à COVID 19.

Localizada em Cravinhos, no interior de São Paulo, a Thermoval é uma fabricante especializada na produção de válvulas. A empresa já exportou para países como Argentina, Estados Unidos e México. Com o avanço do novo coronavírus, ela resolveu adequar a sua linha de produção para a fabricação de um material bem específico: as válvulas solenóide para respiradores.

As válvulas solenóides são feitas para o controle e regulagem de fluidos e gases, em um processo industrial envolvendo máquinas e equipamentos. Existem vários modelos desses equipamentos disponíveis no mercado, no entanto, o item específico usado em um respirador não era parte da linha de fabricação da Thermoval. O diretor geral da empresa, Rodolfo Garcia, conta que já foram fabricados 2.500 modelos do componente, e sua previsão é de fabricar até 25 mil novas válvulas durante o combate à pandemia. 

Rodolfo explica que esses equipamentos são normalmente importados pelo Brasil de países como Estados Unidos e Itália. No entanto, esses mesmos países sofrem também severamente com a pandemia da COVID 19, o que impediu que a indústria brasileira conseguisse trazer a quantidade necessária de válvulas para suprir a demanda atual de fabricação de respiradores. “Sendo assim, a indústria nacional teve que reagir, já que não podemos mais depender da importação dessas válvulas. Esses países não estão mais mandando para cá”, ressalta.

A produção habitual de respiradores por empresas brasileiras chega a bater o número de 2 mil por mês. Com a disseminação do novo coronavírus, esse número aumentou para 2 a 3 mil por semana, segundo Rodolfo. Para ajudar a suprir a demanda, os trabalhadores da Thermoval trabalham dia e noite, e até mesmo aos finais de semana.

As peças serão vendidas para os fabricantes de respiradores e, além disso, a Thermoval fez a doação de 40 válvulas para quatro universidades brasileiras que também estudam a produção dos ventiladores pulmonares.

“Eu estou muito orgulhoso de ter conseguido cumprir com esse desafio e ajudar o Brasil na luta contra o vírus. A indústria brasileira merece ser valorizada neste momento, porque está provando que é capaz de se unir e ajudar”, ressalta Rodolfo, com muito entusiasmo.