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Estudo apresenta os efeitos da Covid-19 nas exportações brasileiras junto aos principais parceiros comerciais




18 - junho - 2020

Análise realizada pela Apex-Brasil aponta queda nas exportações de máquinas e equipamentos em função da pandemia

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) tem atuado ativamente para proporcionar às empresas exportadoras um panorama do mercado mundial. A fim de permitir a tomada de decisão pautada em análises de fluxo de comércio, a Agência divulgou o estudo “COVID-19: efeitos e riscos por mercado”.

O estudo consistiu em determinar uma escala de risco aos negócios entre o Brasil e seus principais parceiros comerciais. A metodologia de análise envolve mais de 30 variáveis, além de contemplar o complexo que está sendo analisado. Agrupadas em cinco blocos (exportações brasileiras, contágio, econômico, setorial e qualitativo), cada uma contribui com um conjunto de fatores que podem influenciar no comércio internacional. Estes são, posteriormente, correlacionados e determinam um índice de risco para as exportações brasileiras. Os índices foram agrupados em  quatro categorias: muito alto, alto, moderado e baixo.

“Essa matriz de risco foi uma análise que montamos para entender as perspectivas e impactos da Covid-19 para o setor de máquinas e equipamentos. Com ela podemos ter um melhor entendimento sobre países que demandarão mais atenção em 2020 para as exportações do setor. Os países selecionados representam cerca de 80% das exportações totais do Brasil e foram impactados em maior ou menor grau pela Covid-19”, complementa Igor Celeste, gerente de inteligência de mercado da diretoria de negócios da Apex-Brasil.

Entre os países com risco muito alto para as relações comerciais do setor de máquinas e equipamentos estão Estados Unidos, Itália, Espanha, França e Reino Unido. O alto risco é intensificado pelo elevado grau de contágio alcançado por estes países durante a pandemia. No acumulado até abril, as exportações brasileiras do setor para os EUA apresentaram queda de -US$903mi em comparação ao mesmo período do ano de 2019.

Grande parte dos mercados analisados apresenta risco alto. Outros países também apontam quedas significativas na relação comercial com o setor, são eles: Argentina (-US$403 mi),
Chile (US$271mi) e México (-US$201mi). 

China, Índia e Vietnã têm risco moderado. O índice de produção industrial deve crescer 8,3% no Vietnã e 6,2% na China. 

No estudo, ainda é possível constatar que alguns destinos não tradicionais nas exportações de máquinas brasileiras apresentaram crescimento das exportações, como África do Sul, Irã e Egito. 

Avaliação de risco por mercado