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Enaex debate os desafios para o mercado externo




12 - dezembro - 2019

Presidente executivo da ABIMAQ, José Velloso, fez apresentação durante painel sobre reflexos da Reforma Tributária

Produtividade e competitividade abrindo mercados externos. Esse foi o tema do Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), promovido pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), nos dias 21 e 22 de novembro, no Rio de Janeiro. Entre os palestrantes que passaram pelo evento estava o presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), José Velloso Dias Cardoso, que falou a respeito dos reflexos da reforma tributária sobre o comércio exterior. 

O encontro reuniu representantes de toda a cadeia de negócios do comércio internacional e governo. A proposta desta edição do Enaex foi criar debates e proposições que levem à expansão competitiva e sustentável do setor.  De acordo com a  AEB, a ideia do evento é apontar sugestões que podem ajudar a desenvolver e identificar as dificuldades enfrentadas pelo setor.

Velloso abriu a rodada de palestras e debates. Em sua apresentação, ele mostrou um panorama da indústria nacional de bens de capital, que ocupa posição de destaque no cenário internacional e nacional. O Brasil está em 10° lugar no ranking mundial de produtores de máquinas e equipamentos, de acordo com o relatório da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO) de 2018.

O presidente executivo da ABIMAQ ainda ressaltou, durante a sua apresentação, que o setor de bens de capital representa mais de 51 mil empresas no Brasil, de acordo com dados de 2016 do IBGE. Juntas, essas empresas são responsáveis por gerar uma receita líquida de vendas de R$ 606 bilhões.

Ao discursar sobre os possíveis reflexos da reforma tributária sobre o comércio exterior, Velloso destacou duas razões que podem impactar positivamente a indústria brasileira e suas exportações. Ele apoia a simplificação do atual modelo de arrecadação, para reduzir a insegurança jurídica e os custos administrativos, tanto por parte dos contribuintes como do fisco. Além disso, ele vê como um avanço o aumento da competitividade dos bens e serviços nacionais nos mercados interno e externo.

“É preciso que esta reforma tributária persiga a eliminação de fatores que hoje anulam a competitividade da indústria nacional”, ressaltou o presidente executivo da ABIMAQ durante sua apresentação no Enaex. “Precisamos simplificar o modelo para reduzir insegurança jurídica e custos administrativos. A reforma tem que trazer aumento da competitividade dos bens e serviços nacionais”.

Melhorar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado externo também foi um tema abordado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, que marcou presença no Enaex. Ele falou sobre as perspectivas de juros menores para 2020.

O Enaex foi marcado pelo debate da Agenda Internacional da Indústria para o próximo ano, baseado em um documento elaborado anualmente para nortear as ações da Confederação Nacional da Indústria (CNI). 

Além dos painéis, o Enaex foi composto por atividades como reuniões, exposições, discussões e despachos executivos — com atendimento de empresas para tratar de aspectos relacionados à importação e à exportação. A Apex-Brasil prestou atendimento personalizado sobre serviços de inteligência comercial e qualificação para o exportador durante o evento.