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Renovado convênio para mais um ciclo de atuação do Programa Brazil Machinery Solutions

Saiba o que está sendo proposto no Programa BMS para capacitar, qualificar e estimular as exportações do setor neste próximo período.

Renovado convênio para mais um ciclo de atuação do Programa Brazil Machinery Solutions
8 - Outubro - 2018

Neste início de agosto, com a presença de representante da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), foi assinado o documento relativo ao novo ciclo de atuação do Programa Brazil Machinery Solutions até 2020. A parceria entre Apex-Brasil e a ABIMAQ, que tem quase 20 anos, tem o objetivo de fomentar as exportações, por meio do desenvolvimento sustentável no processo de internacionalização das empresas e fortalecer a imagem do Brasil no mercado internacional , em ações de promoção comercial para o setor no exterior. Para o próximo período, a Agência investirá mais de R$ 16 milhões.

O fomento vem se dando pelo aprofundamento do relacionamento com as empresas-membro do Programa e o oferecimento das mais diversas possibilidades para inserção no mercado internacional, que se amplia a cada ciclo. Um rápido mapeamento entre as ações desenvolvidas no decorrer dos último dez anos revela que no ciclo 2007-2010 o Programa contava apenas com agenda de promoção comercial em alguns países. Com o decorrer dos anos, novas propostas foram agregadas e, já no período 2015-2017, o Programa trazia em seu leque de atuação atividades voltadas para uma agenda de promoção comercial bem mais ampla, com feiras e missões internacionais, projetos comprador e imagem, além de iniciativas de comunicação, planejamento estratégico, defesa de interesses, acesso a mercados, qualificação empresarial e várias atividades no âmbito da Campanha Esforço Exportador, na qual a Apex-Brasil é parceira.

Para 2018-2020, estão programadas 40 ações ao longo de todo o ciclo, com grande foco nas estratégias empregadas para melhor aproveitar a vocação exportadora de cada empresa do setor. “A boa aplicação dos investimentos destinados ao Programa passa pela percepção dos níveis de maturidade exportadora que cada empresa-membro possui.

“Para esse ciclo, pretendemos reclassificar as empresas, buscando propiciar melhor direcionamento para capacitação e, portanto, melhor performance exportadora ,”, explica a diretora da Divisão de Mercado Externo da ABIMAQ e gerente do Programa BMS, Patrícia Gomes.

A diretora destaca que para o ciclo que se inicia há grandes desafios com relação a metas tanto com relação ao número de empresas atingidas, como no volume de exportação a partir de ações do Projeto Setorial. “Para cumpri-las, é fundamental para a Apex-Brasil que projetos setoriais como o nosso desenvolvam novos formatos, novos caminhos para atuar em diferentes agendas, por isso envolver o Comitê Gestor do Programa BMS, as Câmaras Setoriais da ABIMAQ e os demais empresários do setor em um constante debate sobre estratégias para o mercado externo propicia consolidação do caminho para a internacionalização”, ressalta.

Defesa de interesses e parcerias na pauta do BMS

Em outra frente, o novo ciclo do Convênio estará mais fortalecido na área de atuação no que diz respeito à defesa de interesses do setor, principalmente no que se refere a agendas que direcionem à participação em fóruns de discussão sobre negociações comerciais, buscando identificar oportunidades para promover  maior inserção do setor nas Cadeias Globais de Valor, bem como defender os interesses da indústria de máquinas e equipamentos em agendas de maior competitividade.

Nesse contexto, há também outro trabalho de relevância a qual se propõe o Programa BMS, segundo Patrícia Gomes. “Ainda no âmbito de defesa de interesses, buscaremos cada vez mais aproximação com entidades parceiras ou congêneres internacionais, com objetivo de uma atuação conjunta para o acompanhamento de agendas de negociações com os ministérios brasileiros e fóruns negociadores, a  percepção de pontos sensíveis em negociações de acordos comerciais, nas tentativas de reduzir ou minimizar o impacto das barreiras comerciais, criar condições para novos investimentos ao setor, entre outras questões”. De acordo com a diretora, é preciso atuar com foco na defesa de interesses de modo que os acordos negociados tragam benefício para o setor.

Como exemplo, ela cita a participação da ABIMAQ em reuniões do BRICS. “Fomos convidados para assumir a liderança do grupo de trabalho de manufaturados. Desde então, a Associação atua para resguardar o interesse do setor e identificar oportunidades para a indústria brasileira de máquinas e equipamentos nos demais países do BRICS”, exemplifica a diretora, ressaltando que as empresas têm mais condições de fazer melhor uso das informações estratégicas comerciais obtidas a partir de atuações como essas, o que se torna mais um elemento facilitador para inserção no mercado internacional.

Aliadas a essa frente, permanecem os focos em parcerias, principalmente para a produção de Inteligência de Mercado, Promoção de Competitividade e de Negócios para os quais o BMS contará com o apoio estratégico de parceiros como como os ministérios das Relações Exteriores (MRE), da Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Secretaria de Comércio Exterior do MDIC (Secex), Departamento de Operações de Comércio Exterior do MDIC (Decex), Secretaria Especial de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário (SEAD), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) além de instituições como Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF) o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Banco do Brasil, entre outros.

Resultado do Programa – Ciclo 2015-2017

- 85% das empresas do Projeto Setorial que atingiram o mercado externo exportaram continuamente nos últimos cinco anos

- 74,43% das empresas apoiadas pelo Projeto Setorial exportaram

- 57 empresas apresentaram evolução na faixa de exportação

- 175 mercados  foram alcançados

- crescimento de 67% no número de empresas membros do Projeto Setorial, com 159 novas empresas apoiadas

- US$ 2,68 bilhões foram exportados pelas empresas do Projeto Setorial

Acompanhamento de 66 atendimentos do Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX), com 168 reuniões realizadas

Setores prioritários para Programa BMS no próximo ciclo

Agrícola

Alimentício

Mineração

Plástico

Têxtil

Saneamento Básico

Óleo e Gás

Atuação para o Ciclo 2018-2020

40 ações divididas em:

25 Feiras Internacionais

05 Rodadas Internacionais de Negócios

05 Projetos Imagem

04 Missões Comerciais

01  Missão Prospectiva

Outras ações voltadas para a Defesa de Interesses, Inteligência Comercial, Promoção Comercial e Assessoria de Imprensa Internacional

"Programa BMS tem sido ferramenta fundamental para nossas exportações"

O presidente executivo da ABIMAQ, José Velloso, considera que a parceria da ABIMAQ com a Apex-Brasil, que resultou no Programa Brazil Machinery, tem sido fundamental para o setor. “Entre os nossos 1500 associados, mais de 800 hoje são empresas exportadoras e, não há dúvidas que o BMS tem sido ferramenta importantíssima nesse processo. Quando começamos o Projeto com a Apex, nos anos 2000, tínhamos aproximadamente 200 empresas que exportavam. Com o Programa, conseguimos quadriplicar a nossa base exportadora entre os associados da ABIMAQ”, afirma.

De acordo com o presidente, a ABIMAQ tem o entendimento de que exportar tem que ser um doss objetivos das empresas, não só em momento de crise. “A postura exportadora faz parte da maturidade da empresa, e não deve ser praticada somente para resolver uma crise interna”, diz. Mas Velloso destaca que as exportações do setor nos últimos anos acabaram se tornando um diferencial para a sobrevivência das empresas em função da drátrica redução do mercado interno. “Estamos vivendo o sexto ano de crise econômica e a queda do faturamento  do setor foi constante a cada ano. Neste período, o mercado interno caiu 50% e as exportações caíram 20%. O que significa dizer que as empresas que não exportam vêm enfrentando um ambiente econômico de queda de faturamento pela metade, enquanto que as exportadoras perderam 20% de seu faturamento, “uma diferença considerável e vital em termos de sobrevivência, por isso a importância do Programa BMS”, ressalta.

Para 2018, Velloso afirma que a expectativa é de crescimento em torno de 17% nas vendas para o mercado externo. “Historicamente as exportações representam para a ABIMAQ cerca de 30% do faturamento anual do setor. Em de 2016 e 2017 esse percentual chegou a 41% e este ano, no acumulado até junho, as exportações estão representando 47% do nosso faturamento.  Hoje, em relação ao mesmo período do ano anterior, já acumulamos um crescimento de 17% nas exportações e aacreditamos esse percentual deva e manter até o final do ano”, conclui.

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